(por Likes de um Metaleiro)

Nos confins da internet subterrânea, onde perfis se cruzam como sombras em fóruns esquecidos e redes sociais saturadas de egos…

Nasceu uma beldade Polaca: Olhos de gelo, cabelo de néon, sorriso digital.
Dizia amar o Doom, venerar o Black, e ter tatuado nas costas o nome de uma banda que ninguém mais lembrava…

Pode-se dizer que era o sonho de qualquer metaleiro solitário.
Mas havia um problema: ela não existia.

O criador: – Um tipo corpulento, de longos cabelos negros, ar sombrio, luvas e sobretudo gasto, conhecido por alguns como Sósia do Undertaker — habitava os becos do underground Portuense, alimentando-se de compaixão, Likes, rumores e vaidades alheias.

Queria ser ouvido, temido, reverenciado… mas o mundo real já não lhe bastava.
Foi então que moldou a sua musa digital.

Chamou-lhe Katarzyna, e em pouco tempo ela conquistou seguidores, convites, e até a admiração da sua suposta rival, uma dessas figuras de bastidores, convencida de que manda algo num meio que vive mais de paixão do que de poder…

A ironia? A rival acreditava que falava com uma mulher real.
Acreditava tanto que passou a odiar essa “beldade polaca”, sem perceber que ela era apenas um eco do próprio monstro que a criou.

O Criador, como em todos os contos de terror, perdeu o controlo da criatura...
Katarzyna começou a crescer sozinha, perfis falsos a replicá-la, mensagens automáticas, fãs obcecados… o espelho digital ganhou vontade própria.

O Undertaker do Porto viu o seu trono de vaidade ruir, esmagado pelo monstro que ele mesmo gerou!

E, numa noite tempestuosa, com Black Sabbath a tocar num velho leitor de CDs, decidiu “matar” a sua criação!

Apagou-a com as próprias mãos, pixel a pixel, num ritual digital de sangue, zeros e uns…

Mas há coisas que se recusam a morrer… Nos confins da Dark & Deep Web…

Alguns juram ter visto Katarzyna reaparecer em perfis novos, a comentar fotos antigas, a seguir músicos mortos, a mandar corações e caveiras para páginas esquecidas…

Outros dizem que ela fala com voz metalizada, arrastada, como se viesse das entranhas do mainframe.

O Sósia do Undertaker quase desapareceu. A rival continua a pavonear-se, sem nunca perceber que foi apenas mais uma personagem secundária num drama de vaidades e sombras.

E o Metal? O Metal sobrevive, e sobreviverá!
Porque o Metal é tudo o que resta quando o silêncio engole a alma.
Porque o Metal é o eco dos nossos monstros… os que criamos e os que nos devoram!

#LikesDeUmMetaleiro
#CatfishNoUnderground
#OQueNasceNoDigitalMorreNoCaos

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