(#NotíciasMetalúrgicas – Edição Especial)

Há livros que contam histórias. E depois há livros que nos apertam os tomantes e puxam-nos para dentro da memória coletiva do “Heavy Metal” onde nos obrigam a revisitar tudo aquilo que nos fez apaixonar por estas guitarras afiadas, vozes que rasgam o céu e mascotes que se tornaram tão grandes quanto os Deuses da sua criação!!
“Infinite Dreams – The Official Visual History”, está agora editado em Portugal, e é precisamente isso; uma viagem bruta, sincera e sem polimento! Uma estrada longa pelo inferno e o céu, onde percorremos os L (50) F*CKING YEAS dos Iron Maiden!!!
Não é um Almanaque, mero Álbum Fotográfico ou mais uma Auto Biografia… É um portal cheio de histórias! Uma espécie de “entra aqui, senta-te, que te vamos lembrar porque é que isto mudou a tua Vida” (sim com V grande para quem sabe realmente Viver e Sentir!!).
A mim mudou-me, Muda e Mudará sempre que ouvir qualquer uma das malhas intemporais dos Maiden! Como por exemplo esta! Arrepia-te? A mim ainda SIM:
A Infância que não devia pertencer a ninguém… e que moldou tudo!
O excerto agora publicado em modo de apresentação e highlight do livro, ao qual tive acesso, atira-nos para a adolescência turbulenta de Bruce Dickinson:
– Colégios austeros, Dormitórios às escuras, violência gratuita, o agora chamado bullying, tão em voga, quinze miúdos contra um…
E o miúdo franzino, no meio da pancada, era Ele! A construir um escudo mental, aquele mesmo escudo que mais tarde faria dele um dos maiores frontman da história!
Quem lê este trecho percebe que o Bruce não nasceu para o palco! Fugiu para lá! A música não foi escolha, foi sobrevivência!
E quando finalmente se cruzou com os Maiden… meus amigos e amigas… parecia o destino tecido em riffs!
O dia em que o universo do HEAVY Metal mudou!
Setembro de 1981! Estava eu a acabar de fazer 6 meses!
Bruce estava ainda nos Samson, onde já mostrava que tinha FOGO e POWER a mais para a casa onde estava… Do outro lado, Steve Harris em modo sonar absoluto:
“- É ESTE!!! Este É o gajo!” Rod Smallwood (Manager da Banda) não duvida da mente criativa dos Iron Maiden e lança o desafio a Dickinson convidando-o a entrar para a banda, enquanto a Di’Anno é apresentada a porta dos fundos para saída! Fartos que estavam dos seus excessos de álcool e drogas!
Assim que Bruce pisa nos Iron Maiden, não é só mais um vocalista para mais do mesmo! É VOCALISTA e FRONTMAN para MARCAR um FRESH START, uma nova ERA que catapulta os Maiden do Underground para o Olimpo!
Aquilo a que os críticos descrevem como “um turning point absoluto na estética e ambição da banda” e que foi “a transição mais importante da história da NWOBHM” *New Wave of British Heavy Metal*,
*Movimento musical que surgiu no Reino Unido no final dos anos 1970 e início dos anos 1980. Caracterizou-se pela fusão do heavy metal tradicional com a energia e velocidade do punk rock, resultando num som mais rápido e agressivo. Bandas como Iron Maiden, Def Leppard, Saxon e Motörhead são alguns dos exemplos mais proeminentes do movimento.
E nós sentimos isso! Mesmo quem estava a nascer, como eu… ou quem veio até muito depois! Há momentos que não precisam de ter sido vividos ao vivo no calor do momento para serem sentidos na pele!! Essa para mim, é a diferença entre momentos passageiros, efémeros, e os verdadeiramente intemporais! Acabo de descrever senhores e senhoras, amigos e amigas os IRON MAIDEN!
The Number of the Beast: onde tudo se tornou inevitável
E não há muito a dizer que o coração não saiba. 1982… Um mês para compor. Pressão no limite. Medo imensurável da reação dos fãs. Com Zero margem para erro! E o que é que eles fazem?
Criam um dos melhores álbuns alguma vez gravados na história da música pesada:
“Hallowed Be Thy Name”, “Children of the Damned”, “The Prisoner”, “Run to the Hills” , “The Number of the Beast” …
Um disco que não só definiu a banda, definiu um género inteiro.
E que, como o próprio Martin Birch (Produtor e Engenheiro de Som dos IM) dizia, só precisava que cada músico fosse ele próprio. Birch sacava aquilo que cada um tinha dentro e ainda não sabia que tinha.
O resultado?
– Maiden no topo das tabelas inglesas, destronando Barbra Streisand (sim, essa mesmo). Com o album mais vendido da carreira “Guilty” de onde se destaca “Woman in Love” “Promises” e “What kind of Fool” que só vendeu 15 milhões de cópias… e estava há dois anos no topo das tabelas, sem sair uma única vez do numero um! Mas finalmente foi destronado! E foram eles!
Deve ter sido das poucas vezes, que soube bem “bater” em senhoras! É que dizem que já não se aguentava com tanta lamechice!!!
Eddie, o Deus das Sombras
Neste livro agora disponivel por cá em diversas livrarias, temos acesso a fotografias raríssimas do Derek Riggs e da evolução do Eddie : Esta criatura que moldou não só a identidade dos Maiden, mas a estética do Metal mundial.
Vic Rattlehead dos Megadeth?
Filho espiritual do Eddie.
Toda a iconografia do Metal dos 80s?
Um dedo, dois ou a mão toda do Eddie lá está…
E aqui, em “Infinite Dreams”, isso está TUDO Documentado e COMPROVADO como nunca!
E no meio disto tudo… #nós
Para muitos de nós, Maiden não é só música.
Foram as primeiras cassetes trocadas às escondidas.
Os posters colados com fita-cola na parede do quarto.
Os riffs mal tocados na guitarra desafinada e com metade das cordas…
Dias bons, outros maus que ganharam música…
E este livro, com estas fotografias, estes relatos crus, estas memórias e cicatrizes… faz-nos voltar lá. Com orgulho. Com saudade. Mas também com alguma dor e olhos marejados… De quem viveu o Metal … como ninguém, como refúgio, como família e como promessa (vã) de um amanhã melhor.
Disponível agora!
“Infinite Dreams – The Official Visual History” já está nas livrarias portuguesas.
352 páginas de História viva e Memórias eternas.
Se gostas de Maiden… precisas disto.
Se vives o Metal como nós… este livro fala contigo.
Up the Irons! Até morrer!! \m/,

Bruno da Costa a.k.a. Likes de um Metaleiro
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